28 Maio 2009

Projeto Cultural Sarau Noturno





















Fonte: http://saraunoturno.blogspot.com/2008/12/roteiro.html


Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=464dy5DZl3A



A proposta deste evento cultural surgiu do Projeto “História através da Arte Cemiterial”, no qual desenvolvemos uma pesquisa sistemática nos túmulos , jazigos e mausoléus no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé. A fundação do cemitério data de 1858 e com o passar dos anos cresceu e formou um acervo escultórico de grande riqueza e simbolismo, tanto por seu valor artístico como por traduzir a mentalidade e história de uma época na qual a cidade era chamada de “Rainha da Fronteira”. Constitui-se, portanto, como um grande “museu a céu aberto” e, através do seu acervo, podemos resgatar a história das famílias tradicionais, a mobilidade social e sua mentalidade fruto da opulência econômica do município.
Por entendermos que este cemitério caracteriza-se como uma “instituição cultural”, buscamos desenvolver neste espaço um evento cultural, o “Sarau Noturno”, para contar um pouco da história de Bagé e de seu imaginário simbólico mesclando com passagens e personagens da literatura romântica.
Pequena reportagem que saiu no site Contexto Online:
"Após a surpresa inicial e o êxito das primeiras edições, o Projeto Cultural "Sarau Noturno", ministrado pela professora doutora da Urcamp Bagé, Clarisse Ismério, reinicia as atividades neste ano. A primeira edição de 2009 acontecerá nesta sexta-feira (27), a partir das 22 horas. O evento, surgido por meio do Projeto “História através da Arte Cemiterial”, coordenado por Clarisse (nascida em São Gabriel), vem a contar um pouco da história da "Rainha da Fronteira", como é conhecida a cidade fronteiriça, por meio de interpretação teatral, história e música. O Projeto surgiu de outro, que é uma pesquisa sistemática nos túmulos, jazigos e mausoléus no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé. A fundação do cemitério data de 1858 e com o passar dos anos cresceu e formou um acervo escultórico de grande riqueza e simbolismo, tanto por seu valor artístico como por traduzir a mentalidade e história de uma época na qual a cidade era chamada de “Rainha da Fronteira”. Constitui-se, portanto, como um grande “museu a céu aberto” e, através do seu acervo, podemos resgatar a história das famílias tradicionais, a mobilidade social e sua mentalidade fruto da opulência econômica do município. Por entender que este cemitério caracteriza-se como uma “instituição cultural”, foi desenvolvido neste espaço um evento cultural, o “Sarau Noturno”, para contar um pouco da história de Bagé e de seu imaginário simbólico mesclando com passagens e personagens da literatura romântica. A iniciativa é organizada em uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em História da Educação e Comunicação Social – NPHECS, Faculdade de Comunicação Social – FACOS, Faculdade de Educação Artística/Artes Plásticas, ONG União Para o Patrimônio Histórico – UPAH e Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp – PROPPEX. A entrada será franca, e a iniciativa chamou tanta atenção que foi destaque na mídia local, RBS TV e na revista Aplauso, a principal revista cultural do sul do país. Maiores informações pelo telefone (53) 3242-8244, ramal 231, na Urcamp Bagé. (com informações do Jornal Minuano, do blog do Projeto e da própria Clarisse, a qual agradecemos. fotos do próprio blog)"

19 Maio 2009

Tutorial: Vampy Gothic Inspired Look

Fonte: Mizz Chievouz
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=r_2hb_La6HY

As you may have read from an earlier post, I've been reading (and have now finished) the Twilight book series. You can check out what I thought of the whole series by clicking here. I know there's been a lot of Twilight inspired looks posted on Youtube, so this is not a Twilight look. I started with the idea of vampires and then just drew inspiration from that - a dark, vampy, gothic type of look, but still keeping it modern and not too over the top. I guess this is how I envision myself to look if I were a vampire! I used gothic-makeup elements of black eyes and deep blood red lips. I also tried to do my hair in a vampy style, whatever that means! On the black and white photo I have added some effects in Photoshop to create a slightly spooky mood. I hope you enjoy this look and try it out yourself!

(As an aside, I wish I had the opportunity to film all my videos during daytime, the video and the pictures come out so much better, and capture the makeup more accurately. *sigh*)

Click the images for full size


Products used:

Face: Ben Nye concealer, MAC Studio Fix foundation, Ben Nye White eyeshadow (for added pallor), Ben Nye Contour Nr. 1, MAC Blushbaby blush
Eyes: MAC Untitled Paint as a base, black gel eyeliner (eBay), Ben Nye Graystone eyeshadow, MAC Carbon eyeshadow, generic false lashes
Lips: MAC Blot powder, MAC Velvetella lipliner, Nars Scarlet Empress lipstick, NYX Chaos lipstick, NYX Grape lipgloss, MAC Style Minx lipglass (limited edition from Heatherette collection)

14 Maio 2009

Elo7


A Goth Acessórios está migrando para um site que hospeda lojas virtuais, ams com um detalhe, ela só aceita produtos feitos a mão e alimenticios!
Ou seja da uma ajuda pra pessoas que assim como eu são artesas (eu tenho carteirinha =P).
E o que é melhor, até a primeira compra a hospedagem é de graça! Depois eles cobram um valor simbólico, e não tem taxas sobre as vendas!
Mais uma vez a Goth Acessórios vem evoluindo pra melhor atender seus clientes!

Espero vcs por lá:
http://www.elo7.com.br/gothacessorios/

boas compras^^

13 Maio 2009

A Rebeldia do Anjo: Zuzu Angel e a moda política


por Gabriela Marih Kranz, Cíntia Ledur e Claudia Schemes
fonte: http://www.historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&ID=183

Introdução

Este artigo procura analisar a trajetória da estilista mineira Zuzu Angel, utilizando como fundamento teórico-metodológico a biografia histórica e a moda numa perspectiva da história cultural, entendida como representação e produção de sentidos, ou seja, a moda enquanto tradutora de posições e interesses dos atores sociais.

Atualmente, o gênero biográfico vem sendo repensado, provocando reflexões sobre suas produções, principalmente as relacionadas ao campo do conhecimento histórico. Há tempos atrás o gênero biográfico era utilizado para promover e exaltar grandes heróis nacionais, mas hoje isso não é mais regra.

A historiografia vem dando maior atenção à atuação dos sujeitos na história. Não se valoriza mais apenas as grandes estruturas sociais e econômicas, principalmente depois do do advento da Nova História.

Isto não significa que a história deixa de se preocupar com as estruturas mais profundas que compõem uma sociedade, mas que estas serão buscadas a partir de um evento, uma vida ou uma prática social, partindo-se da idéia de que não há um olhar homogêneo, absoluto, ou seja, a “história global” foi substituída pela “história em migalhas” (REIS, 2000).

Partindo dessas balizas teóricas, podemos definir a biografia como a história de um indivíduo redigida por outro, mas com a preocupação em revelar, não apenas a vida do sujeito biografado, mas a relação de seus atos com os fatos históricos.

Em razão disso, a biografia histórica não se restringe mais em apenas destacar os grandes feitos do sujeito abordado, mas também deve levar em conta as suas representações sociais, encarar o biografado através de sua trajetória pessoal como a via de acesso para a compreensão de questões e contextos mais amplos, combinando elementos biográficos com significados sociais.

O biógrafo precisa expressar ao leitor, através de sua narrativa biográfica, como o contexto histórico influencia os atos efetuados pelo personagem abordado. Para isso, deve ter o cuidado de não apresentar a trajetória de seu personagem com uma coerência linear, afinal, a existência de um indivíduo é sempre descontínua e fragmentada. (AZEVEDO, 2000, p.132)

A importância do contexto nas biografias é outra questão que necessita de uma atenção especial, pois não podemos deixar de considerar que o indivíduo deve estar inserido no seu contexto, ou seja, ele mantém uma relação de exterioridade com o tempo em que viveu, caso contrário este se transformaria em um autômato apenas colocado num espaço já formatado. (SCHMIDT, 2000)

Benito Bisso Schmidt (2000), com relação a esta questão, diz que existe uma tensão entre o sistema normativo de uma sociedade e a liberdade de ação dos indivíduos, tensão esta que seria fundante do pensamento ocidental e que as biografias seriam uma forma privilegiada para se pensar esta questão.

Ao mesmo tempo em que a biografia histórica vem sendo revista, os estudos sobre a moda nacional iniciam uma trajetória ascendente, ou seja, alguns historiadores brasileiros vem se debruçando sobre a moda numa perspectiva da história cultural, procurando compreende-la como representação social.

Zuzu Angel: a trajetória do anjo

Zuleika de Souza Netto nasceu na cidade de Curvelo, Minas Gerais, em 5 de junho de 1921, mas. mudou-se para Belo Horizonte ainda menina. Aos 22 anos, casou-se com o canadense, naturalizado americano, Norman Angel Jones. Após o casamento, o casal foi morar em Salvador, onde tiveram o seu primogênito, Stuart Edgard Angel Jones, em 1946. Em 1947, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde nasceram as duas filhas do casal, Ana Cristina e Hildegard. (SILVA, 2006, p.40)

Em Minas, Zuleika já fazia roupas para suas primas, o que a fez trabalhar profissionalmente como costureira nos meados dos anos 50. Por intermédio de uma tia, que era amiga de Sara Kubitschek, esposa do presidente Juscelino Kubitschek, Zuleika, que passou a usar o nome de Zuzu Angel, entra para o grupo Obra das Pioneiras Sociais, fundado pela primeira-dama, onde várias senhoras reuniam-se pra confeccionar uniformes para crianças carentes.

Em 1957, já residindo no Rio de Janeiro, Zuzu inaugurou seu primeiro ateliê no apartamento que morava em Ipanema. Sua participação naquele grupo solidário mineiro contribuiu para a ampliação de seu circulo de amizades, favorecendo o aumento de clientela.

Inicialmente, as peças que começaram a lhe dar maior destaque foram as saias, que Zuzu fazia com tecidos de colchão, algo incomum para a época. A aceitação foi tanta, que a partir de então, a estilista passa a ser conhecida como “Zuzu Saias”.

Além das saias, Zuzu passou a produzir blusas de variadas formas; e os acessórios passaram a fazer parte de seus modelos. Para tanto, ela contava com a ajuda de algumas colaboradoras que montavam cintos, colares e sandálias.

Zuzu criava sua moda com uma linguagem muito pessoal. Ela tinha como inspiração a peculiaridade dos materiais que transmitiam uma “brasilidade” para as peças. Dentre esses materiais estava o pano de colchão, fitas de gorgorão, rendas, chitas, bambu, conchas, pedras, entre outros. Essa brasilidade potencializava-se com temas regionalistas e folclóricos, além de destacar a fauna e a flora através de cores alegres e animais, como pássaros, borboletas e papagaios.

Este início de carreira da estilista, nos anos 50, foi marcado, no Brasil, pelo suicídio de Getulio Vargas e pela ascensão de Juscelino Kubistchek à presidência da República.

A década de 50 prenunciou as mudanças de comportamento e valores que iriam marcar os anos 60. O tema que centralizava a atenção era o desenvolvimento do país, isto é, superação dos problemas sociais, do atraso econômico e cultural.

Neste período, o Brasil é impulsionado por uma onda de modernização, causando profunda modificação na sociedade brasileira. Essa modernização é resposta, em parte, à corrente de pensamento de maior influência dos anos 50, o nacionalismo, incorporado ao projeto desenvolvimentista do Estado.

O país vivia num clima de esperança com o desenvolvimento da industrialização. Grande parte da população que vivia no campo deslocou-se para as cidades em busca de emprego, promovendo também, o desenvolvimento urbano.

Politicamente, o país foi chefiado por fortes líderes populistas, sendo eles Getulio Vargas, “Pai da Pátria e Pai dos Pobres”, e Juscelino Kubitschek, “50 Anos em 5”.

Vargas, em seu segundo governo (1951 – 1954), promoveu medidas de grande amplitude econômica, aprofundando políticas nacionalistas e articulando perspectivas desenvolvimentistas. Para se legitimar, Vargas conferiu significativa importância às massas: o proletário urbano e as camadas médias.

Kubitschek (1956 – 1961), em seu programa de governo, tinha como perspectiva básica a modernização nacional, abrindo o país ao capital externo através de estímulos estatais, promovendo a importação de indústrias e tecnologias. O slogan do governo era “50 Anos em 5”; e o capital externo, o quesito básico para a concretização dessa meta.

Este slogan sintetizou a política econômica de JK, segundo Fausto (2001) “[...] foram anos de otimismo, embalados por altos índices de crescimento econômico, pelo sonho realizado da construção de Brasília.” (p.233) A modernização não ficou restrita às camadas altas da população, foi o “descobrimento” dos eletrodomésticos, a chegada da TV e do rádio, o aumento do consumo, mudança de comportamento. Surgem os primeiros supermercados no Brasil e as comidas enlatadas completavam o sonho da dona-de-casa. Foi uma revolução nos padrões de vida dos brasileiros, acompanhando uma tendência mundial.

Zuzu Angel já era bastante politizada, o que era raro naquele tempo para uma mãe de família. Ela era uma mulher à frente do seu tempo, como as atitudes tomadas por ela ao longo de sua vida demonstraram.

Segundo depoimento de sua filha mais velha,

Zuzu sempre foi politiqueira. Era juscelinista. Participou dos comitês de mulheres pró-JK. Era anti-lacerdista até o último fio de cabelo. Anti-UDN. Quando havia o risco de Juscelino ser preso, ela nos levou para fazer vigília no apartamento dele, em Ipanema. Assim como fomos levá-lo ao aeroporto, cantando o Peixe Vivo, quando foi embora do país. [...] (Hildegard Angel, filha de Zuzu Angel para a revista encontro. Disponível em http://www.revistaencontro.com.br/
dezembro05/entrevista.asp
Acesso em 26/04/2008)

Já a moda nos anos 50 caracterizou-se pela juventude rebelde, que acompanhava o ritmo do rock do ídolo Elvis Presley e seu guarda-roupa peculiar e irreverente para a época: o colorido das roupas, as calças rancheiras, jaquetas de couro e o topete inspirado no cantor. A juventude voltava o olhar para os Estados Unidos, a moda já não era mais ditada apenas pelos estilistas europeus. Foi o início do movimento das tribos urbanas. O estilo rock’n’roll tomava força, não só como movimento musical, mas como moda e comportamento, principalmente. Nélson Motta afirma que o aparecimento desse novo gênero musical “[...] marca a definitiva ruptura com os padrões tradicionais, e pela primeira vez um gênero musical consegue se transformar em agente e veículo de uma violenta transformação no modo de vestir, pensar e agir de milhões de jovens.” (MOTTA apud GONTIJO, 1987, p.78)

Para as moças a moda eram saias rodadas marcando a cintura, inspiradas no New Look de Christian Dior, do final da década de 40. Esse estilista europeu propunha vestidos com inúmeros metros de tecido, formando uma silhueta bastante feminina que remetia à corola das flores, completamente nova e oposta àquela adotada nas décadas anteriores.

Em 1961, um ano após sua separação, Zuzu e os filhos mudaram-se para uma nova casa em Ipanema elevou para lá seu “ateliê de garagem”. A partir deste momento, com a ajuda das amigas colaboradoras, Zuzu viu seu trabalho ganhar novas proporções, principalmente depois de sua participação no 2º Salão de Moda da feira Brasileira do Atlântico, no Rio de Janeiro, em 1966. (SILVA, 2006)

A década de 1960 é marcada pelas efervescências políticas e culturais em vários países, o que não foi diferente aqui no Brasil. Neste período, o país vivenciou uma das fases mais importantes de sua história política.

Em 1961, o povo brasileiro foi atingido por uma onda de descrença no sistema político em razão da renúncia do presidente Jânio Quadros. Em seguida, o governo do vice-presidente João Goulart foi marcado por turbulências relacionadas ao regime parlamentarista, que acabou caindo por terra com um plebiscito que pedia a volta do regime presidencial, em 1963.

Situações como a dívida externa, a desvalorização da moeda, o desequilíbrio entre a procura e a oferta de produtos, a inflação, a alta do custo de vida, o desemprego, assolavam a maioria da população, provocando manifestações de vários movimentos, sendo alguns deles o operário; o Movimento das Ligas Camponesas, que reivindicavam a reforma agrária; os estudantes; os intelectuais; os artistas; entre outros. (BRANDÃO, 1990, p.60)

Em março de 1964, grupos de direita liderados por militares consumam o golpe militar de 64, levando o general Humberto de Alencar Castello Branco à presidência da República. Com os militares no poder, a burguesia nacional (latifundiários e grandes empresários) foi privilegiada pela política econômica instaurada, que tinha por objetivo recolocar o Brasil nos eixos do processo de modernização.

Os grupos sociais de esquerda, durante o governo militar, foram fortemente reprimidos, sendo instituída a dissolução de muitos deles (UNE, CGT, PUA, etc.). Dessa maneira, para a esquerda restava apenas a via da militância cultural, protestando contra a ordem vigente. Mesmo com os militares no poder, essa militância marcaria, até o final da década, a cultura do país – principalmente em relação à música popular. (Ibidem, p.63)

Na produção artístico-cultural da intelectualidade de esquerda dos anos 60, além das produções de “protesto”, surgiram outras formas de denúncia e crítica à ordem vigente, como o movimento tropicalista, por exemplo.

O Tropicalismo foi um movimento cultural de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Ele surgiu sob a influência de correntes artísticas de vanguarda e da cultura popular nacional e estrangeira, e incorporou inovações estéticas radicais. Suas manifestações tiveram maior representatividade na música, mas também teve representantes nas artes plásticas, no cinema e no teatro nacional.

Com a decretação do Ato Institucional nº5 (AI-5) pelo presidente Costa e Silva, em dezembro de 68, iniciou-se um período de forte repressão aos meios de expressão. Neste contexto, vários artistas foram perseguidos e muitos estudantes se envolveram na luta contra o regime, como o filho de Zuzu Stuart Edgard Angel Jones que era estudante de Economia e por volta de 1968, tornou-se militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro, MR-8, movimento estudantil de resistência, que tinha como objetivo derrubar o governo militar e implantar o socialismo no Brasil. Inicialmente, Stuart participava da conscientização de outras pessoas através de discursos e panfletagens. Com o tempo, ele passou a fazer parte da ala mais radical do movimento, acabando por aderir à luta armada.

Da mesma forma que a política brasileira mudou radicalmente nos anos 60, a moda também passou por mudanças muito significativas. Se a elegância e a alta-costura dominaram nos anos 50, a década seguinte foi marcada pela divisão entre os ateliês de alta-costura e o prêt-à-porter.

Outra mudança marcante foi a troca de referências de lançadores de moda. Não era mais a moda parisiense que imperava, a grande referência de moda passou a vir de Londres, fortalecida com a imagem dos ídolos mundiais, os Beatles. Foi lá, também, que Mary Quant inventou a minissaia. A moda continua buscando inspiração no rock, surge o polêmico biquíni e a moda unissex. O movimento hippie começou a tomar forma com o lema “Paz e Amor”, era a contracultura contestadora e comunitária, que no Brasil tomou maior força na década seguinte. As roupas eram inspiradas na cultura indiana, com batas e saias muito longas. Assim, as tendências, antes muito duradouras, entraram no frenesi das mudanças. (GONTIJO, 1987)

O jeans, outra novidade daquele momento, começou a ser utilizado pelas classes mais baixas da população, como vestimenta para os mineradores de ouro e, posteriormente, os cowboys americanos também o adotaram, por ser um tecido extremamente resistente. As calças confeccionadas com esse tecido, ao serem adotadas como uniforme jovem, foram feitas de todas as maneiras imagináveis: justíssimas ou pantalonas, gastas, rasgadas ou compradas em brechó, lojas que se popularizaram naquele momento. (Ibidem)

O Brasil seguia as tendências mundiais, mas, graças à política e movimentos estudantis em oposição à ditadura, algumas adaptações foram feitas.

Ao mesmo tempo em que a carreira profissional da estilista mineira decolava, o Brasil vivia uma ditadura militar, que iniciou em 31 de março de 1964, com um golpe que se originou numa grave crise político-militar que se instaurara no Brasil. A explicação para o golpe, dada pelo General Mourão Filho, foi a intenção de fazer cumprir a constituição de 1946, alegando legitimidade como uma forma de restauração da democracia e desenvolvimento econômico promovido juntamente com justiça social e segurança. Segundo Rezende (2001), “no plano da ação política assistia-se, ao mesmo tempo, à negação absoluta da democracia e à busca de legitimidade através da formulação de um pretenso sistema de idéias e valores sobre ela.” (p.68)

As atitudes por parte do governo que se seguiram, direcionaram seus esforços ao combate das “forças comunistas” que eram consideradas ameaça à segurança nacional, taxando-as como antidemocráticas, já que a democracia deturpada pelos ideais militares consistia na liberdade de combater o comunismo ou qualquer esforço de oposição ao governo corrente.

Outro objetivo alegado pelos militares era garantir a segurança e o desenvolvimento do país e, para isso, foi criado o Sistema Nacional de Informações - SNI que, segundo Colling (1997), transformou-se em um superministério, intocado e intocável (p. 27), que influenciava diretamente o âmbito social, cultural, político, econômico e militar. Dentre os diversos centros de informação dirigidos pelo SNI, surgiu em 1969 a OBAN (Operação Bandeirantes), que posteriormente deu origem ao DOI-CODI (Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna), que foi o órgão responsável pela tortura praticada em presos políticos.

A perseguição política iniciou “pelos próprios militares, [...] seguida de sindicalistas, estudantes, políticos, jornalistas e religiosos.” (COLLING, 1997, p. 30) Ao final da década de 60, com o aumento da repressão, iniciou-se o confronto armado contra o governo, que foi fomentada, principalmente, no meio acadêmico, onde havia um elevado nível de discussão de idéias revolucionárias.

A juventude universitária, de onde se recrutava a maioria dos militantes de esquerda, fazia da política um modo de viver. As organizações formavam guetos. Além de discussão política, as festas eram do partido, as diversões ocorriam no âmbito do partido [comunista], assim como também os namoros. Cinema e teatro só se fossem engajados politicamente, música também. (COLLING, 1997, p. 32)

O ano de 1967 foi emblemático para a sua carreira, pois, em plena ditadura militar, ela realizou um desfile com o nome Fashion and Freedom (Moda e Liberdade) o que representava claramente uma crítica ao regime. Ela começou a fazer prêt-à-porter, uma inovação para a época, e passou a dividir sua coleção em dois grupos: uma para o dia-a-dia, composto de vestidos e conjuntos práticos para a mulher ativa que trabalhava fora, e outra para a noite, com vestidos mais sofisticados de tecidos nobres. No mesmo ano elaborou o primeiro figurino para o filme Todas as Mulheres do Mundo. Posteriormente elaborou, também, o figurino de outros filmes e peças de teatro.

Nesse mesmo ano conquistou duas de suas clientes mais importantes, as atrizes americanas Kim Novak e Joan Crawford, a segunda tendo sido contatada pela estilista em eventual visita ao Brasil, e convidada a conhecer seu atelier onde Joan encomendou um vestido que Zuzu confeccionou imediatamente. (SILVA, 2006)

A moda de Zuzu era inspirada, mostrava suas raízes, era alegre e rebuscada, colorida. Ela estampava a brasilidade em suas peças através da sua percepção do que era originalmente brasileiro. Foi pioneira na utilização de rendas do nordeste e chitão para roupas com apelo de moda, foi verdadeiramente a primeira a utilizar o Brasil como temática de suas coleções. Ela acreditava em moda como uma forma de comunicação, em uma época em que a preocupação com a moda era vista como futilidade feminina, visão esta carregada de todo o preconceito possível, em uma época em que a repressão tolhia a criatividade e a liberdade de expressão.

Zuzu possuía uma visão empreendedora, que demonstrou, principalmente, ao divulgar sua marca própria, o Anjo, coisa que nenhum estilista brasileiro havia feito até aquele momento. Fazia uma moda com influência regional bastante forte, mas estava em sintonia com as tendências internacionais. Em uma de suas primeiras coleções, por exemplo, utilizou um aviamento que aparecia nas coleções de grandes estilistas de Paris, como lembra Silva (2006):

A observação sobre o detalhe do aviamento que estava sendo usado em Paris, mostra como Zuzu Angel estava em sintonia com o que estava sendo lançado pela capital da moda. E quando, ainda em 1966, ela chamou de Soignée, a coleção que desfilou no Clube de Decoradores, no Copacabana Palace, é possível que, ao usar esse nome, estivesse querendo deixar explícita essa ligação. (SILVA, 2006, p.47)

Em 1968, Zuzu Angel visitou os EUA e ficou hospedada na casa da então amiga Joan Crawford, que realizou um coquetel em sua homenagem e, nessa ocasião, lhe foram apresentadas personalidades importantes. A estilista apresentou sua primeira coleção fora do país, na feira de San Antonio no Texas, já iniciando sua inserção no mercado americano. Na mesma viagem foi para Nova York, onde assistiu a desfiles de alta-costura e entrou em contato com empresas americanas para fornecer suas coleções de prêt-à-porter. (SILVA, 2006).

Também no ano de 1968, quando o General Costa e Silva assumiu a presidência da República, Zuzu passou a confeccionar modelos para a nova primeira dama, D. Yolanda, a exemplo de Sara Kubitschek e da primeira dama americana Jackeline Kennedy, que vestiam a moda produzida em seus países como forma de valorização do produto nacional. Segundo Hildegard Angel (apud Silva, 2006),

[...] sua mãe via a aproximação com a primeira-dama, como uma espécie de segurança para o filho Stuart que já estava na militância contra o regime da ditadura militar. No entanto esse relacionamento não evitou a prisão de Stuart, sobretudo porque quando esta aconteceu, Costa e Silva não era mais o presidente. (SILVA, 2006, p.61)

A vinda da rainha Elisabeth, no mesmo ano de 1968, levou a primeira dama brasileira a encomendar de Zuzu uma capa que seria presenteada à rainha. A capa foi elaborada com materiais nacionais, como o tecido e o bordado feito com pedras preciosas e ouro e executado pela joalheria H. Stern, apesar disso, por motivos desconhecidos, foi presenteada à rainha uma jóia em lugar da capa.

Zuzu também ficou conhecida como a “rainha dos caftans”, em função da venda feita por ela à Kim Novak de uma dessa peças do vestuário que foi muito divulgada no período. (SILVA, 2006)

Segundo Silva (2006), finalizando o excelente ano de negócios para Zuzu Angel, ela recebeu em dezembro de 1968 um diploma como sendo uma das dez mulheres que mais se destacou no sentido de promover o envolvimento da mulher com relação ao desenvolvimento nacional. O diploma foi entregue pelo Conselho Nacional de Mulheres.

Em 1969 Zuzu dá um importante passo para a sua consagração nos Estados Unidos, pois passou a fazer parte de um grupo de mulheres formado em 1928, chamado Fashion Group, com sede em Nova York. Esse grupo tinha como objetivo promover o desenvolvimento profissional de seus membros, bem como o reconhecimento das conquistas femininas no ramo de moda. Zuzu foi a primeira latino-americana a pertencer a ele. (SILVA, 2006) Passou a integrar, também no mesmo ano, o International Counciel of Women, organização não-governamental, que existe desde 1888 com os objetivos de ajudar as mulheres a ajudar elas mesmas; promover direitos e deveres iguais a homens e mulheres; promover reconhecimento e respeito pelos Direitos Humanos; apoiar todos os esforços pela paz; unir as mulheres de todos os continentes com unidade dentro da diversidade; encorajar a integração de mulheres no desenvolvimento. (http://www.icw-cif.org/ Acesso em 05/10/2008)

Nos anos 70, Zuzu passou de separada à desquitada, o que era mal-visto pela sociedade da época. Era, portanto à frente do seu tempo, e não só nesse aspecto ou mesmo em suas criações, mas também na educação dos filhos, incentivando sempre o desenvolvimento profissional enquanto tradicionalmente a menina era educada para casar e cuidar da casa e dos filhos. (SILVA, 2006).

Seu desfile de maior importância no cenário internacional no ano de 1970 foi realizado em Nova York, patrocinado pela loja Bergdorf Goodman, sob o título de International Dateline Colection I, sendo esse desfile dividido em três temáticas nacionais: as baianas, Lampião e Maria Bonita e as rendeiras. A coleção era composta por vestidos de algodão colorido, bordados com pedras semipreciosas de Minas Gerais, e rendas do Norte, estampados em temas regionais, como o cangaço. A coleção foi um imenso sucesso, e as peças foram vendidas nas lojas Bergdorf Goodman. Meses depois, já em 1971, Zuzu realizou outro desfile com uma coleção que chamou International Dateline Colection II, e passou a vender, também, na loja Neiman Marcus. Essa segunda coleção, que era bastante variada, trazia desde biquínis até vestido de noiva, tinha valores que regulavam entre US$ 40 e US$ 500, sendo inclusive mais caras do que peças de outros estilistas contemporâneos a ela e que eram muito conhecidos como Oscar de La Renta. (SILVA, 2006)

No início da década de 70, período também conhecido como “os anos de chumbo”, foram os anos mais repressivos da ditadura militar no Brasil, estendendo-se basicamente do fim de 1968, com a edição do AI-5 em dezembro, até o final do governo Médici, em março de 1974.

O presidente Médici governava por decretos-leis, apoiando-se quase que exclusivamente no CSN (Conselho de Segurança Nacional), protegido pelo AI-5, da Lei de Segurança Nacional, da censura e do pesado aparato repressivo.(HABERT, 1996, p.25) O chamado “combate à subversão” passou a justificar a total liberdade de ação do sistema repressivo militar, espalhando terror sobre a sociedade. A censura se estendeu em todas as áreas – jornais, livros, revistas, televisão, rádio, filmes, teatro, música, ensino, sindicatos.

Em maio de 1971 Stuart Angel Jones, filho de Zuzu, que fazia parte da juventude universitária revoltada contra a repressão imposta pelos militares, foi preso, sendo mais tarde torturado e assassinado pela ditadura militar. Zuzu Angel inicia, assim, sua luta por legitimidade, por lhe ser concedido o direito de enterrar seu filho, enquanto os governantes negavam qualquer envolvimento no desaparecimento do filho.

Em setembro de 1971 fez um desfile na casa do cônsul brasileiro em Nova York intitulado International Dateline Collection III – Hollyday and Resort. (O desfile foi realizado na casa do cônsul, pois era proibido falar mal do Brasil fora do país, e a casa do cônsul era considerada território nacional) Zuzu Angel acreditava na eficácia desse desfile protesto, pois o tio-avô de Norman, pai de Stuart, era chefe da corte suprema de Nova York na época. Este desfile trazia os mesmos vestidos e saias, mas no lugar de suas tradicionais estampas de borboletas e flores, apareceram desenhos infantis representando tanques de guerra, canhões, pássaros engaiolados e pombas negras. Entre eles, a figura de um anjo, sua marca registrada, amordaçado em homenagem ao filho desaparecido. Registrou­-se, assim, o primeiro desfile de moda política que se teve notícia. A coleção acabou dividida em três momentos: roupas para viagem, como sugere a palavra resort, roupas para festas, inclusive vestidos de noiva, como sugere a palavra hollyday e, por último, o desfile protesto, esse sim, contendo os elementos descritos acima. Outro fato marcante relativo ao desfile protesto, foi que, a partir dele, Zuzu passou a desenvolver as próprias estampas. (SILVA, 2006)

A repercussão do desfile foi grande, conforme palavras da estilista:

No dia seguinte os jornais falaram do meu desfile destacando aquilo que eu mais queria, ‘Designer de moda pede pelo filho desaparecido’. Contaram o caso do meu filho e descreveram a roupa de mais impacto, em que substituí pássaros, borboletas e flores por símbolos guerreiros. [...] ‘A coleção de protesto de uma mãe’, como disseram, incluía vestidos com braçadeiras pretas. Apesar da estamparia alegre, o luto estava nessas braçadeiras, nas minhas olheiras e na colorida plumagem dos pássaros substituída por preto. A matéria do Chicago Tribune dizia: ‘A própria designer se apresentou em um longo preto, com um cinto formado por mais de cem cruzes e um anjo de porcelana no pescoço’ [...] Continuarei a bater em todas as portas e anunciarei ao mundo, com a minha moda, o que está acontecendo no Brasil. É esta a minha arma. (ANGEL, apud VALLI, 1986, p. 52,53)

Zuzu se utilizou da moda para protestar, esta foi a maneira encontrada por ela para se manifestar contra uma situação de autoritarismo extremo no qual seu filho estava envolvido.

Depois do episódio envolvendo seu filho, suas coleções se transformaram: a alegria foi substituída pela dor e pelo protesto, entretanto, a brasilidade não foi abandonada, apenas elevada a um nível de inconformismo, de contestação, ratificando, através da moda, aquilo que a música já havia provado, que a melodia triste despertava no brasileiro a coragem, e que a criatividade e a vontade de revolucionar aumentavam na mesma proporção que aumentava o sofrimento. Em suas criações as estampas passaram a contar com elementos de guerra como tanques, jeeps, quépis, canhões disparando contra anjos, pássaros engaiolados, meninos aprisionados, sol atrás das grades, anjos amordaçados. (http://desaparecidospoliticos.org.br Acesso em 20/08/2008)

Em 1972 realizou outro desfile com o nome International Dateline Collection IV – The Helpless Angel, mais uma vez em Nova York, mantendo os elementos de moda política. No mesmo ano apareceu no Fashion Calender e venceu o concurso do Cotton Ball. A moda de Zuzu já podia ser encontrada em diversas lojas nos EUA e Canadá e sua popularidade se multiplicava.(SILVA, 2006)

Em 1973 abriu sua loja no Leblon, que passou a ser um local muito freqüentado, pois todos queriam conhecer “essa louca chamada Zuzu Angel”. Na elaboração da loja Zuzu teve a preocupação com a unidade visual com a marca e seu logotipo, o anjo. Essa iniciativa já era comum no exterior, mas no Brasil só seria visto na década seguinte. (SILVA, 2006)

No ano de 1973, Zuzu lançou duas coleções International Dateline Collection V e VI, e optou por realizar o lançamento primeiramente no Brasil e só depois em Nova York, pois ela alegava que queria vestir a mulher brasileira da mesma forma que estava vestindo a americana. Nesse mesmo ano passou a receber ameaças contra sua vida, começou a ser seguida, mas não se intimidou. Continuou fazendo a sua moda e buscando o paradeiro do filho. (SILVA, 2006)

Em 1974 lançou a coleção Dateline Collection VII – Contemporary Classic. Em 1975 lança a Coleção Brazilian Butterfly, que passava a trazer estampas florais e com borboletas, não mais apenas anjos. (Ibidem)

No início de 1976, Zuzu fez a sua última coleção internacional, que se chamou Once Zuzu, Always Zuzu. Em 14 de abril do mesmo ano a estilista morreu em um acidente de carro suspeito. O laudo médico da época declarou acidente, mas hoje já se sabe que sua morte foi encomendada pelo regime militar, já que a estilista representava uma ameaça à ordem vigente.

Considerações finais

Em tempos em que a brasilidade é tema de diversos debates, é importante lembrar sujeitos que foram pioneiros nessa discussão. Zuzu Angel foi um deles, pois “usou” o Brasil em um tempo em que a moda nacional estava muito mais voltada para o exterior e era considerado um bom estilista aquele que copiava melhor o que vinha de fora. Zuzu foi ousada, criou uma moda com identidade e foi um sucesso.

Entretanto, partindo-se da biografia de Zuzu Angel e levando-se em consideração o contexto histórico do período em que ela viveu, podemos dizer que essa personagem da história do Brasil pode ser considerada um marco, pois além de ser uma das precursoras de uma moda com identidade nacional ela inaugurou a primeira “moda política” que se tem notícia.

Percebemos, porém, que a sua trajetória profissional está diretamente ligada à sua história de vida, pois provavelmente seu trabalho teria tomado um rumo muito distinto do que tomou se seu filho não tivesse sido preso e morto pela ditadura militar.

Hoje, Zuzu é muito mais conhecida por sua militância política do que por seu trabalho de estilista, mas acreditamos que a reconstrução de sua trajetória pessoal possa ter desvendado questões até então pouco ou nada conhecidas pelos brasileiros.

Essa trajetória nos permite observar como os indivíduos podem adotar atitudes que caracterizam uma capacidade transformadora, salientando-se como protagonistas em lugar de apenas personagens aprisionados pelas estruturas sociais.

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[1] Gabriela é bacharel em Design de Moda e Tecnologia pelo Centro Universitário Feevale (Novo Hamburgo/RS); Cíntia é acadêmica do curso de História do Centro Universitário Feevale (Novo Hamburgo/RS) e bolsista de iniciação científica e Claudia é doutora em História e professora dos cursos de História e Design de Moda e Tecnologia do Centro Universitário Feevale (Novo Hamburgo/RS)

06 Maio 2009

Urgentemente precisando de uma cama

O que posso dizer?
Que fui arrebatada por uma gripe que me faz parecer aquelas crianças ranhentas?
Sim, sim e sim. O pior de tudo é que é verdade, meu nariz não para de escorrer =/ Meu corpo doi e minha cabeça diz, continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa que tem muita coisa pra fazer!
Mas a verdade é que preciso de uma cama para me jogar, d eum chá quente e do MEU cobertor de orelha... Nha saudadessss =~

Estou na Feevale agora, esperando passar o tempo, vou comer daqui a pouco, dai vou pra sala, pra ler o textinho =/

bom, me desejem sorte, pra mim n capotar no meio da aula... =P

beijos a quem passa por aqui!