19 Janeiro 2009

Livros, poesias, contos e personagens...


Comprei o livro Eclipse, o novo e terceiro livro da saga de Bella e Edward. Como sempre não resisti e li a última página do livro e como sempre não entendi. Antes deixe-me explicar esse ponto, sim eu sempre leio a última página de um livro.
Isso começou quando eu estava na oitava série e tomei o gosto pela leitura, nunca esqueço o primeiro livro que li por querer ler e não por obrigação para fazer aqueles trabalhos rídiculos de escola. Esse livro foi indicado por uma professora de português e se chamava O Estudante, era uma trilogia na verdade, e o primeiro tinha a parte azul e a parte vermelha, a azul era da parte onde o garoto ainda era bom, a vermelha era quando ele entrou no mundo das drogas... Bom depois desse eu sentava no meio das prateleiras da biblioteca do Pio XII, e deixava que os livros me escolhecem. Isso mesmo! Eles me escolhiam, pois eu sentava e eles pareciam saltar em mim e dizer, LEIA-ME. Eu os pegava, abria a última página e lia, se ela me emociona-se de alguma forma eu retirava ele, e normalmente eles valiam a pena, me mostravam alguma coisa nova. E assim sempre foi, eu passo pelas vitrines das lojas e eles continuam pulando em mim, ou as vezes encontro eles pela internet, vou atras leio a última página e assim o ciclo continua.
Para algumas pessoas isso pode parecer sem graça ou tirar todo o romantismo do livro, mas pra mim é o ritual para a boa leitura. Nunca fico entediada, nunca perdi a vontade de ler o livro por causa disso...
Voltando ao livro Eclipse, já li mais de 120 páginas, e parece que não troquei o livro, como posso explicar, a trilogia está se seguindo de forma bem fluida e escrita, nada daquelas coisas, que acontecem meio que sem sentido, as coisas nãos e perderam no ar, até porque se tem ganchos com os outros livros, ou melhor é como se vc estivesse lendo o diário inteiro de Bella, sem interrupções... Gosto quando isso acontece.
E hoje eu vi uma entrevista com Lia Luft, nunca li um livro dela, e nem quero, mesmo vendo que ela é uma pessoa bem interessante. O que me chamou atenção nessa mini intrevista foi ela falando da questão de adaptações dos textos em teatro e sobre ser os personagens dos livros que escreve.
Sobre as adaptações, ela diz que não gosta de interferir, até pq é a visão do diretor em cima da obra dela, e com toda a certeza vai ser diferente do que foi escrito. Mas isso me leva a pensar, até onde essa interferencia é sadia. Vemos isso em filmes, que na maioria das vezes deixam a desejar nas suas adaptações, pq não seguir o que está escrito ali, pq cortar o importante e dar enfase ao que não nos interessa? Seria mais interessante e renderia mais, os fãs agradeceriam. Exemplo: como falei do Eclipse no início, trago o Crepúsculo que virou filme, virou crítica em revsitas, jornais e blogs por ai. Simplesmente pelo fato de que não agradou aos fãs, e pode ter certeza que não é um filme legal pra quem não leu o livro, até pq não teve muita ação. Bella não foi representada como a garota desastrada e meio lerda como é no filme, e Edward não é tudo o que ela descreve(apoka não me mata), sem contar o resto do grupo, da onde a Alice e a Rosalie são maravilhosas, credo podiam ter pego atores melhores pro filme. E as coisas que foram trocadas, e o efeito dele brilhar, tah certo que a escritora disse que pareciam critais, mas fizeram ele brilhar como porpurina, parecia uma das Rainhas do Deserto!
E sobre os personagens, é uma coisa que eu sempre penso quando eu leio um livro, para o leitor viver o personagem é simples, basta ler e vc entra no mundo dele, faz parte dele. Mas com o autor deve ser um pouco diferente, ou seria igual? Como ela disse, com o personagem podemos debater sobre angustias e amores, que talvez não discutiria como ela mesma. Acho que essa é a grande magia do livro, você entra no personagem e vive ele com tanta intensidade que chora, ri, fica emocionado com o que vislumbra. E as horas passam de forma tão rápida que nem percebemos, pois por alguns momentos deixamos de ser nós mesmos para viver em um mundo de aventura, um mundo bem particular.
Talvez isso aconteça conosco blogueiros, que rebuscamos nossas vidas aos trancrevê-las aqui. Pq nem sempre escrevemos tal qual ela é.
E eu deixo o meu personagem de escritora/blogueira para continuar com o meu trabalho.

13 Janeiro 2009

Conto


Faz mais de dois anos que escrevi este conto, e resolvi colocá-lo mais uma vez aqui, simplesmente pq ele me faz chorar... Até pensei em alterá-lo, mas perderia sua craça, sua naturalidade... Ainda vou fazer um livro com esses contos! =P Pra quem não conhecia, acho que vale a pena ler, ou reler...

“Em uma época perdida no tempo, ela caminhava entre as árvores, voltava segurando um balde, com água, vinha do rio... A cada passo que dava sentia que tudo em seu redor estava vivo, como se o vento canta-se pra ela, e ao mesmo tempo lhe toca-se, como que o sol aquece-se mais que sua pele, e sim seu coração esperançoso! Ela conhecia um pouco da Mãe Natureza, e não deixava de agradecer a ela todo dia pelo que a sua mãe lhe ofertava. E assim sua vida continuava, em sua simplicidade e felicidade. Ela gostava do que tinha, apesar de ser pouco, não se importava...
Um dia ela estava na feira de sua pequena aldeia, caminhava por entre as pessoas, sempre sorridente. Mas algo diferente lhe chamou a atenção naquele dia, alguns artistas de rua haviam chegado ali, ela chegou pertinho deles, e rio com a pequena peça que interpretavam.
Minutos se passaram, e ela viu um homem passar rápido perto dali, ela levantou e seguiu-o, era curiosa, porém discreta. Ela viu ele parar, e foi se aproximando como quem não quer nada, não viu ninguém aparecer, e achou estranho, pois ele parecia fugir de algo, mas ela não via nada. Porém algo estranho aconteceu, ele virou pra ela:
- Saia já daqui menina imprudente! – Berrou ele
Ela olha sem entender, mas logo se apavora, pois duas sombras levantam do chão e se tornam monstros perante os olhos dela. Ela simplesmente sai correndo... E vai pro meio do povo, mas seus olhos ficam a olhar para aquele canto escuro!
Alguns segundos depois o homem sai dali, com um sorriso nos lábios e olhos brilhantes, foi ai que ela reparou na beleza dele, traços fortes, rosto firme, bem desenhando, olhos estranhos e misteriosos, cabelos negros, pele um pouco mais escura que a das pessoas que conhecia, não muito alto, seu jeito era sério.
Ele percebeu que os olhos da menina o observavam e resolveu ir até ela, ela finge não olhar. Ele se aproxima, conversam, ele explica que meche com magia, e que alguns seres vem atrás dele de vem em quando. Ela fascinada pelas histórias dele quis aprender. E ele aceitou ensiná-la. Estava tudo combinado, no outro dia começariam.
Ele se ajeitou em uma pousada, ajudava as pessoas e assim conseguia viver, ela sempre o ajudava com alguma coisa, como comida, e era uma boa aluna para com ele, sempre disposta e ele sabia o porque, ela estava se apaixonando pelo mestre. E ele sabia como se aproveitar disso.
Meses se passam, e o amor dela crescia como nunca, ele cansado de apenas ter uma aluna e ansiando, como homem, ter uma mulher, sabia que ela cederia a ele, ainda mais se ele soube-se pedir. E assim o fez.
A noite, no meio da floresta, numa lua cheia, numa clareira, ele abre um círculo, acende uma fogueira, ela entra... Estava diferente, um vestido leve, branco, quase transparente, a pedido dele. Suas mãos tremiam um pouco, ele naquela tarde havia dito que fariam um ritual de amor, pois ele a amava muito e queria ela pra sempre perto dele, mas para que desse certo, ela deveria se entregar inteiramente pra ele.
Ele pega a mão dela, trás seu corpo junto ao dele, lhe beija os lábios de forma terna, quase como se a ama-se de verdade. Ela parada, não sabia o que fazer, ele como que se lê-se a mente dela diz:
- Calma anjo meu, deixe-me guiá-la para o infinito céu.
Ela treme, mas assim o faz.
Os dois vão abaixando, e assim ele a deita sobre as folhas de outono, suas mãos ansiosas, desejando um corpo novo a tocam, mas ele sabia como fazer, sabia como fazer com que ela acredita-se que seria perfeito, o ato tão sonhado. Momentos depois, estava nua nos braços dele, ele dentro dela, sendo um... Lágrimas rolavam de seus olhos, lágrimas de dor, prazer e felicidade.
Mas os sonhos acabam logo.
Havia sentido pela primeira vez o que era ir aos céus, e quando o sono vinha lhe embalar nos braços dele, algo acontece. Ele a abraça forte e pronuncia em seu ouvido:
- Minha agora, minha sempre, pelo seu coração lhe prendo, daqui a eternidade, amarás só a mim, pertencerás só a mim, desejarás só a mim, mesmo que morra amanhã, nascerá amando a mim. Pois seu poder é meu.... Só meu!
Dor em seu peito, só isso que ela sentia, dificuldade de respirar, lágrimas, mais dor, como se lhe apertassem o coração. Ele ria alto, ele sabia o poder que ela carregava, e com esse feitiço ele teria o poder dela, pois ela o amando e sendo dele, ela alimentaria seu poder, lhe daria seu poder...
E apenas uma vida triste ela teve depois daí.Pois ele mesmo distante a drenava, pois o feitiço os ligava... E morrendo aos poucos ela estava... e nem a morte lhe salvaria."

20

Não sei se acontece com vc caro leitor, mas sempre que eu deito meu cérebro começa a despejar milhões de ideias em minha cabeça, e olha que são rara as vezes que consigo salvar alguma ideia boa, vai ver que é por isso que nem estou postando muito, já que durante o dia meus pensamentos são os básicos... Mas vamos ao que interessa.

Quando se é adolescente, com seus 15 anos, no auge da rebeldia sem causa, vc fica pensando e dizendo pra si mesmo que com 20 estará fora de casa. Mas ai os 20, 21, 22, 23 vão chegando e vc vai vendo que isso era uma ilusão, pq começa a trabalhar, fazer faculdade, e só vai vend o dinheiro sair e as vezes nem sabe como ele saiu tão rápido de suas mãos, ele demora um mês de trabalho suado(pra maioria dos empregados descentes) para chegar e em poucos dias ele se vai, como se tivesse passado um vento e levasse todas os seus bixinhos, nem as tartarugas vemos mais...
Dai percebemos que temos tudo, tudinho mesmo em nossas casas e quartos que sempre foram os nossos sonhos de consumo, e como é que iremos simplesmente jogar isso fora, todo aquele conforto e começar do zero com um salário merreca que mal da pra pagar a faculdade e as passagens?????
Porém isso tudo não significa que vamos viver na saia de nossas mães pra sempre, nem nesse período, ou seja se está recebendo ajude! E vá criando suas próprias pernas...

03 Janeiro 2009

Crenças














Existe uma crença dos mais antigos, onde se acredita que o clima dos 12 primeiros dias do mês de janeiro determinarão o clima dos meses seguintes. Assim: dia primeiro = janeiro, dia 2 = fevereiro, e assim por diante.
Para confirmar isso, resolvi fazer um quadrinho no meu Ideias 3(sim sem acento por causa da nova lei de ortografia, eita palhaçada!), então no final deste ano irei postar se é verdade, ou se é mais uma crença popular sem muito fundamento.... Bom pelo menos Janeiro está com nuvens e algumas chuvas assim como foi no primeiro dia aqui, nubladinho...

Ah, feliz ano novo...