30 Outubro 2008

Edgar Allan Poe

Eis que aqui venho colocar O poema de Edgar Allan Poe. Não me perguntem como não tinha achado isso antes, apesar de o nome de Poe, ser muito citado em textos que leio sobre o universo gótico, e minha curiosidade, nunca tinha procurado algo dele, até que hoje na biblioteca da escola onde trabalho cadastrei um livro dele, então resolvi catar o tão celebre conto O Corvo, e eis que me deparo com está obra prima. Lindo, lindo, lindo.
A solidão em sua mais profunda angústia é aqui descrita! A morte batendo a porta, a tão desejada solução da pressão dos amores que não se realizaram... Ou apenas um chamado e um fim.
Por fim, um banquete aqueles que gostam de uma leitura sombria, enigmática, porém bela em sua essência.

(credo nem parece que fui eu quem escrevi isso ai em cima!)

O Corvo

Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. "Uma visita," disse a mim mesmo, "está batendo na porta do meu quarto - É só isto e nada mais."

Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor - dor pela ausente Leonor - pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor - cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.

E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava - me enchia de um terror fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só repetia: "É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto - Uma visita tardia pede entrada na porta do meu quarto; - É só isto, só isto, e nada mais."

Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: "Senhor", disse, "ou Senhora, vos imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava certo de vos ter ouvido". Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.

Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, "Leonor!". Fui eu quem a disse, e um eco murmurou de volta a palavra "Leonor!". Somente isto e nada mais.

De volta, ao quarto me volvendo, toda minh'alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida um pouco mais forte que a anterior. "Certamente," disse eu, "certamente tem alguma coisa na minha janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!"

Abri toda a janela. E então, com uma piscadela, lá entrou esvoaçante um nobre Corvo dos santos dias de tempos ancestrais. Não pediu nenhuma licença; por nenhum minuto parou ou ficou; mas com jeito de lorde ou dama, pousou sobre a porta do meu quarto. Sobre um busto de Palas empoleirou-se sobre a porta do meu quarto. Pousou, sentou, e nada mais.

Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e severo decoro da expressão por ela mostrada. "Embora seja raspada e aparada a tua crista," disse eu, "tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu nobre nome na orla das trevas infernais!".

E o Corvo disse: "Nunca mais."

Muito eu admirei esta ave infausta por ouvir um discurso tão atenta, apesar de sua resposta de pouco sentido, que pouca relevância sustenta. Pois não podemos deixar de concordar, que ser humano algum vivente, fora alguma vez abençoado com a vista de uma ave sobre a porta do seu quarto; ave ou besta sobre um busto esculpido, sobre a porta do seu quarto, tendo um nome como "Nunca mais."

Mas o corvo, sentado sozinho no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se naquela única palavra sua alma se derramasse. Depois, ele nada mais falou, nem uma pena ele moveu, até que eu pouco mais que murmurei: "Outros amigos têm me deixado. Amanhã ele irá me deixar, como minhas esperanças têm me deixado."

Então a ave disse "Nunca mais."

Impressionado pelo silêncio quebrado por resposta tão precisa, "Sem dúvida," disse eu, "o que ele diz são só palavras que guardou; que aprendeu de algum dono infeliz perseguido pela Desgraça sem perdão. Ela o seguiu com pressa e com tanta pressa até que sua canção ganhou um refrão; até ecoar os lamentos da sua Esperança que tinha como refrão a frase melancólica 'Nunca - nunca mais.' "

Mas o Corvo ainda seduzia minha alma triste e me fazia sorrir. Logo uma cadeira acolchoada empurrei diante de ave, busto e porta. Depois, deitado sobre o veludo que afundava, eu me entreguei a interligar fantasia a fantasia, pensando no que esta agourenta ave de outrora, no que esta hostil, infausta, horrenda, sinistra e agourenta ave de outrora quis dizer, ao gritar, "Nunca mais."

Concentrado me sentei para isto adivinhar, mas sem uma sílaba expressar à ave cujos olhos ígneos no centro do meu peito estavam a queimar. Isto e mais eu sentei a especular, com minha cabeça descansada a reclinar, no roxo forro de veludo da cadeira que a luz da lâmpada contemplava, mas cujo roxo forro de veludo que a lâmpada estava a contemplar ela não iria mais apertar, ah, nunca mais!

Então, me pareceu o ar ficar mais denso, perfumado por invisível incensário, agitado por Serafim cujas pegadas ressoavam no chão macio. "Maldito," eu gritei, "teu Deus te guiou e por estes anjos te enviou. Descansa! Descansa e apaga o pesar de tuas memórias de Leonor. Bebe, oh bebe este bom nepenthes e esquece a minha perdida Leonor!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! - Tenhas sido enviado pelo Tentador, tenhas vindo com a tempestade; desolado porém indomável, nesta terra deserta encantado, neste lar pelo Horror assombrado, dize-me sincero, eu imploro. Há ou não - há ou não bálsamo em Gileade? - dize-me - dize-me, eu imploro!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! Pelo Céu que sobre nós se inclina, pelo Deus que ambos adoramos, dize a esta alma de mágoa carregada que, antes do distante Éden, ela abraçará aquela santa donzela que os anjos chamam de Leonor; que abraçará aquela rara e radiante donzela que os anjos chamam Leonor."

E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga!" eu gritei, levantando - "Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! - sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!"

E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo, sem sequer se bulir, se senta imóvel, se senta ainda, sobre o pálido busto de Palas que há sobre a porta do meu quarto. E seus olhos têm toda a dor dos olhos de um demônio que sonha; e a luz da lâmpada que o ilumina, projeta a sua sombra sobre o chão. E minh'alma, daquela sombra que jaz a flutuar no chão, levantar-se-á - nunca mais!

27 Outubro 2008

1 ano

Ye!!!

Hoje completamos um ano de namoro^^
O que posso dizer??
EU TE AMO
Demais, demais, demais

assim:
#-----------------------------------------Ü-----------------------------------------#

Hehehe

Amor, só quero que vc saiba, que queor ficar com vc por muitos e muitos anos ainda!
Que venha a eternidade para nós!

Milhões de beijos
da Nessa do Apoka^^

24 Outubro 2008

Decisões...

Preciso tomar uma decisão! Ou eu me ferro em uma cadeira da faculdade e me dedico ao estágio, ou eu saio do estágio e me dedico à faculdade. E depois de hoje estou seriamente inclinada a desistir do estágio, pois certas coisas são ditas em momentos errados, e que podem provocar reações que ás vezes é o que não se quer.

Parece-me que escolheram hoje para me falar, pelo fato de eu estar de atestado ontem e quarta-feira, como se eu estivesse inventando uma doença! Mas bem feito, nem precisei pedir atestado pra ontem, o médico percebeu meu estado e mandou ficar em casa para repousar. Só fui trabalhar hoje, porque o atestado era só para quinta-feira e quarta-feira. Porque hoje ainda estava podre, e ainda continuo com muita dor de cabeça.

E o que é pior, hoje a tarde quando fui saber como iriam ficar os horários da tarde, já que a professora titular foi internada, fiquei sabendo de certas coisas como:

- não tenho qualificação;

-só berro;

-não dou atenção;

-as crianças reclamam que eu não escuto elas (O.o)

-que eu não tenho paciência com os pequenos,

-as outras professoras estão reclamando de minha postura;

-que devo ver se realmente quero ser professora, por que só agora estou vendo o que é ser professora, e que com o nível médio é pior porque temos que ter uma outra postura (pela visão da pessoa que me diz estas coisas);

-e que devo ajudar a escola (O.O ãh, me explica!!!!)

Bom, nem preciso dizer que sai daquela sala me achando um lixo humano, que não entendo bosta nenhuma de como ser e agir dentro de uma sala de aula.

E fico pensando, se eu não desse atenção, e nem tivesse paciência e as coisas supra-citadas, eu não teria recebido milhões de desenhos das crianças, não teria ganhado flores, de uma e muito menos aqueles abraços gostosos onde eles dizem que me amam.

Algumas, vieram falar pra minha amigona lá dentro, que eu não gosto de dar aula pra uma turma, que eu sempre saio insatisfeita de lá. E outra veio dizer que eu não tenho jeito com um aluno.

Realmente não tenho jeito com esse aluno, e só pra constar, nem a professora titular dele e nem ninguém lá dentro tem! Já fui atrás pra saber como lidar e trabalhar com ele, mas nenhuma me deu uma resposta, então me pergunto, se elas que tem milhões de anos na área não conseguem, como é que eu que entrei esse ano, na metade do ano, no 4º mês lá dentro vou saber???

E como a minha amiga me disse pra outra professora, uma coisa é você dar aula todo dia pra TUA turma, outra é entrar uma vez por semana na sala, obvio que vai ser diferente, ainda mais numa turma onde todo mundo reclama dos alunos. Fica parecendo que eu sou um monstro e que as crianças são tudo santas.

Sei que tenho meus defeitos, sei muito bem, mas odeio disse que me disse! Por que elas não vem na minha cara dizer o que estão pensando? Afinal somos todas adultas, e não vamos sair no tapa.

A verdade é que vou esperar esse mês acabar, vou receber meu dinheiro e vou picar a mula, não tem por que ficar num lugar onde me julgam desclassificada pra poder trabalhar, onde julgam que não tenho paciência, que não sei ser professora e não sei mais o que...

Só realmente espero que não sintam minha falta...

16 Outubro 2008

Subcultura Gótica...

Bom peguei algo do site do Kipper e estou colando aqui.

A Happy House in a Black Planet:
Introdução à Subcultura Gótica

06-ESTRUTURA DA SUBCULTURA GÓTICA

Introdução

Abaixo, entre outras obviedades e lugares comuns, consideraremos que o diferencial entre remédio e o veneno é a dosagem, não a substância.

Ou tentaremos imaginar alguma metáfora mais criativa, caso merecermos a simpatia das musas. Também mostraremos como somos inteligentes e modestos, e que não somos uma fase da adolescência.

Da mesma forma que os dois reis de Alice no País das Maravilhas, pensadores de diversos matizes ideológicos discordam em quase tudo, mas concordam em um ponto: que a mídia e o comércio impedem a formação de grupos culturais (e, logicamente, também os subculturais) com substância, consistência e significado. Apenas uns repudiam e lamentam esta fatalidade, enquanto outros a celebram.

Não é nosso objetivo aqui avaliar a procedência daquela lamentação ou desta celebração.

Mas naquilo que interessa a descrição da subcultura Gótica, precisamos questionar o pressuposto inicial da incompatibilidade total entre mídia-comércio e cultura significativa.

Aqui pouparemos nosso querido leitor deixando para manifestar todo nosso desprezo por certas tendências ideológicas em um próximo livro, fazendo-o então da forma mais pedante, impiedosa e sarcástica possível.

Ora, alguém esperaria menos de um Gótico?

Mas seguindo com o féretro: neste livro usamos o termo subcultura no sentido de um grupamento social relativamente independente, dentro de um outro grupamento cultural dominante.

E, muito importante: partimos da constatação que a cultura dominante e estas subculturas adjacentes não são mais delimitadas regional ou geograficamente. Temos grupamentos subculturais com números variáveis e integrantes delimitados geograficamente, mas estes grupamentos localizados estão ao mesmo tempo ligados por identidade, consistência e em comunicação com outros grupamentos locais ou com indivíduos isolados em locais em que não existem grupamentos subculturais.

Mas mesmo um indivíduo em uma região em que exista seu grupo subcultural pode não depender apenas deste, e estar mais ou apenas ligado a outros grupamentos subculturais em outros locais.

O motivo de ressaltarmos este ponto é desestimular qualquer confusão da subcultura Gótica com grupos ou gangues urbanas limitadas regionalmente, que dependem de um comprometimento local e, muitas vezes, de uma hierarquia. Uma subcultura translocal funciona de forma diferente.

A) TENDÊNCIA À INTEGRAÇÃO
O que diferencia uma subcultura da cultura hegemônica de uma época e região não é apenas quais elementos apresenta. Mas, isto sim, a forma pela qual uma dada subcultura se apropria desses elementos, em que sistema os insere e, principalmente, a estrutura interna desta subcultura.

Subculturas, hoje, tendem a integrar as diversas esferas de conhecimento e relação social através dos quais o estilo subcultural é expresso. A cultura hegemônica, pelo contrário, hoje tende a fragmentar estas esferas, tratando artes, trabalho, cultura, diversão, educação, entretenimento, comércio, religiosidade, etc como universos separados.

Há várias hipóteses sobre os motivos pelos quais a sociedade hegemônica atual se organiza desta forma. Dentre eles, o filósofo Robert Kurz comenta que a fragmentação de todas as áreas de atuação humana em esferas separadas serve à hipertrofia da esfera econômica, a qual, hoje, seria a única esfera que atribuiria "valor" às outras esferas. Evidentemente esta valoração apenas a partir da esfera econômica gera nos indivíduos uma falta de sentido que pode ser medida pelos ascendentes gráficos de vendas dos prozacs, viagras e reguladores de apetite…

Caso esta interpretação esteja correta, ela explicaria porque a falta de "sentido" e "significado" da vida é uma reclamação constante de nossa época. Ao mesmo tempo, poderíamos entender porque uma das grandes justificativas dos participantes de subculturas é que elas "fazem sentido".

De fato, as subculturas, em seu microcosmo mais integrado, reproduzem de uma forma mais flexível as estruturas de culturas tradicionais das sociedades integradas do passado, mas com a vantagem de você poder entrar e sair dela e questioná-la ou construir criativamente comportamentos desviantes.

B) TRANSLOCALIDADE E LIBERDADE INDIVIDUAL
Diferentemente de subculturas do passado, "práticas, identidades e comunidades culturais cara-a-cara e localizadas" não são mais "o único exemplo possível de agrupamentos culturais substantivos em pequena escala…".

As subculturas hoje se estendem pelo mundo todo, sem que necessariamente um indivíduo dependa de uma "liderança" ou "grupo" local para mediar sua participação subcultural. Esse processo se torna mais notável nas subculturas substanciais e de longa duração, como a Gótica.

Subculturas hoje, e já há algum tempo, são fenômenos que não estão restritos no espaço. Góticos de países diferentes provavelmente encontrarão mais em comum entre si do que com seus vizinhos nos seus respectivos bairros.

C) MÍDIA E MERCADO
"Uma subcultura -no sentido usado neste livro- indica um agrupamento relativamente independente dentro de uma sociedade diferente." (Hodkinson, 2002)

Não existem nem bancos, nem escolas, nem hospitais Góticos, nem uma estrutura política oficial. Por isso nos referimos a uma subcultura como algo "dentro" de uma sociedade diferente.

Consideramos que esta subcultura se organiza de uma forma que desenvolve sua mídia própria e seu sistema micro-econômico, e que estas estruturas só são subculturais enquanto estão integradas e servem a outras estruturas subculturais, como o significado, a diferenciação cultural e a integração deste grupo.

A esfera econômica permanece presente, mas ela é apenas um meio, não é a única esfera que dá sentido ao todo, como acontece na cultura economificada hegemônica hoje. "Conseqüentemente não é necessário um isolamento ou oposição a nenhuma "cultura dominante" unificada nem, sem dúvida, ao sistema capitalista que permeia todos os elementos das sociedades Ocidentais."

No mundo inteiro, e também no Brasil, parte dos Góticos trabalha e vive em empreendimentos comerciais, lojas, revistas, clubes, confecções especializadas e centrados na subcultura gótica. A existência desta rede de micro-mídia e micro-comércio não descaracteriza a coesão dos quatro elementos de "unidade" subcultural que, segundo a classificação de Hodkinson, descrevemos no ítem 6.1-Indicadores de Consistência Subcultural.

Nada para fazer...

Estou aqui viajando pela net e resolvi ler o blog da Gabi Morena e me deparei com um texto muito bom.
http://sindromelica.blogspot.com/2008/10/os-homens.html

Dêem uma passada por lá!


Beijokas a todos

15 Outubro 2008

Dia do Professor

Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
(Paulo Freire)

Feliz dia dos professores! (é meu dia =P)

06 Outubro 2008

E-mail que enviei ao Pretinho Básico...

Olá PBS

Esse e-mail é uma crítica a vocês.
Vcs quanto formadores de opnião deveriam começar a repensar seus conceitos e medir as palavras ao falar ao público que lhes ouve! Vcs com essa imagem de imaturos que passam, ao cantarem funks xulos e degradantes não percebem que abrem brechas para que adolescentes e adultos se aproveitem das suas imagens para continuar com a sátira contra nós gordas.
Como no e-mail lido pela mãe que fica preocupada, o ecesso de peso é provocado por diversos motivos, e sim comer demais também como ficou gritando um de vcs ao fundo, enquanto Alexandre lia o e-mail.
Porém, vocês não percebem também, que essa condição atrapalha a vida de muitas mulheres, garotas e crianças, que são descriminadas pela sociedade e acabam por se esconder em seus quartos, invantando diversas maneiras de emagrecer. E as vezes por naõ conseguirem entram em depressão e tentam acabar com a própria vida. Exagero, vcs devem estar pensando. MAs passem 20, 30 anos ouvindo piadas, desaforos e outras coisa, vivendo solitáriamente, pq está acima do peso e pelo fato de que a sociedade mesquinha e hipócrita só vê beleza em coxa torneadas, peitos infládos e barrigas tanquinho, quando muitos que falam das gordas devem esquecer que tem espelhos em casa. Pq vcs pelo que vejo em fotos não são os homens mais lindos, nem mais sarados do munto. Ops esqueci que homens podem ser gordos, apenas as mulheres que tem que estar em dia com o corpinho de violão pra sanar os desejos de vocês.
As vezes em pergunto se so mesmo caras que falam em como resolver os problemas da educação e salário dos professores podem ser os mesmo idiotas que falam mal de pessoas que tem uma doença, pq sim obesidade é doença como outra qualquer, que mata, que corree, que machuca, que destroi e tudo o mais. Depois que tiverem mais gordas fazendo protesto em frente a rádio, se limitem a pedir desculpas e mais nada. Pq quem seriam vcs para dizer que somos feias ou algo do tipo?
Até pq muitas de nós gordas somos muito melhores que muitas magrelas que tem por ai.

Não tenho preferencia de horário para a leitura deste, pois quando terminou o funk e a deliberação de como tudo começou, desliguei o rádio e vcs perderam uma ouvinte.

Atenciosamente
-
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Vanessa Maus

www.gvalkiria.blogspot.com ---> "Pra quem ainda tem paciência para ler"